Largo da Feira e Quinta da Fidalga

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O palacete da Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo, também conhecida como Quinta da Fidalga, foi mandado edificar em 1720 por José Ramos da Silva, Provedor da Casa da Moeda. Hoje está perfeitamente enquadrado pelo largo do mercado. Impõe-se com a sua longa fachada “à portuguesa”, de onde sobressai num dos extremos a capela devotada a Nossa Senhora do Monte do Carmo com a sua possante sineira quadrangular.

No alçado principal do templo, sublinhado por revestimento pétreo, destaca-se um painel de azulejos representando a Virgem que se apôs ao frontão triangular da empena.

A capela contígua ao palacete é de boa execução, com destaque para a abóbada de caixotões em pedra e o retábulo-mor barroco com figuras em alto-relevo.

A Capela da Quinta encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Municipal desde 2006.

A Feira de Agualva é uma das feiras saloias tradicionais mais antiga e ainda se realiza regularmente no mesmo local desde 1713. Esta feira foi criada a partir de uma petição feita a D. João V pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação de Agualva, que visava reunir fundos para recuperar a Igreja de Nossa Senhora da Consolação que se encontrava em ruínas. D. João V foi recetivo ao pedido, autorizando a sua realização através de um alvará, datado de 22 de Setembro de 1712. Os feirantes eram mercadores de lã, seda, roupas, fruta e gado, ourives, padeiros, chapeleiros e latoeiros. No século XIX esta feira tornou-se conhecida enquanto feira de gado – fixavam-se os preços para as várias raças de gado da região saloia e eram adquiridos os cavalos e mulas para o serviço da Mala Posta. Ao longo do século XX, nesta feira havia, ainda, outras actividades – saltimbancos, companhias de circo, fotógrafos, ciganas, fantoches e carrocéis. Não podiam faltar os “comes e bebes” – leitão assado de Negrais e vinho de Colares, pão saloio do Sobreiro, parrameiros de erva-doce e “agualvas”.

O Cruzeiro, aqui situado precede a entrada no espaço sacralizado confinante com a Igreja de Nossa Senhora da Consolação. Trata-se de uma estrutura vernácula despojada de qualquer ornamentação.