Centro Histórico de Agualva

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A génese toponímica da localidade de Agualva remonta ao vocábulo latino Aqua Alba ou “Água Branca”, aludindo à pureza hídrica da respetiva ribeira que a banha.

Com as Inquirições Afonsinas de 1220 surgem os primeiros documentos escritos sobre a localidade, mencionando o património imobiliário inventariado (uma herdade com dois casais) do Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho de São Vicente de Fora de Lisboa. Posteriormente surgem as referências toponímicas à ribeira de Aqua Alva em 1272 e de Água Alva em 1286, bem como as consequentes variantes registadas de Agoa Alva em 1323, Aguaalva em 1362, nova Agua Alva em 1433, Gualva no séc. XVI, Augaalva, Agualva e Augualva no séc. XVII, Agoalva, Augoalva, Goalva no séc. XVIII e nova Agoalva no início do séc. XIX.

O centro histórico de Agualva é um aglomerado urbano expandido, outrora de génese rural e assente sobre uma ligeira inclinação topográfica, estrutura-se em torno de um amplo terreiro (actual Largo da República) mediado entre a modesta e quinhentista Capela de Nossa Senhora da Consolação (que integrara uma irmandade e uma albergaria) e a setecentista Quinta da Fidalga ou de Nossa Senhora do Monte do Carmo, integrando ainda outras propriedades latifundiárias com residências solarengas.