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Esculturas de frades do século XVIII regressam ao Convento dos Capuchos

Esculturas de frades do século XVIII regressam ao Convento dos Capuchos

O percurso expositivo do Convento dos Capuchos conta com uma novidade que vem contribuir para uma melhor interpretação do monumento. Tratam-se de duas esculturas em terracota, do século XVIII, representando frades, que ao fim de 40 anos, regressam ao seu local original, a Portaria do Convento, de onde foram retiradas na década de 80 do século passado.

As peças foram objeto de uma intervenção de conservação e restauro, que revelou que a figura maior retrata São Francisco de Assis, uma vez que exibe uma chaga no lugar do coração.

A reposição das esculturas no seu local de origem representa um importante contributo para a compreensão do estilo de vida do Convento, marcado pelo despojamento.

Só acediam a este espaço os frades e os noviços, após transporem a “porta da morte”, encimada por uma caveira e duas tíbias; símbolos que aludem à morte simbólica para a vida mundana e ao renascimento para uma vida nova, dedicada à via espiritual, no interior do convento. Daí que a primeira escultura se encontre enterrada até ao peito e a segunda, representando São Francisco de Assis, esteja já num plano etéreo de ascensão divina.

Elaboradas em terracota, um dos materiais de eleição para escultura entre os franciscanos por representar a matéria da criação do Homem − Deus criou o homem insuflando o barro −, estas peças datam do século XVIII, com provável produção portuguesa numa oficina franciscana ativa na Estremadura. O património «franciscano» em barro é recorrente, desde o século XVII, sendo abundantes as esculturas representando santos maiores da Ordem: São Francisco de Assis, o fundador, e Santo António, o santo franciscano português.

 

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